Reforma tributária: o calendário da transportadora
A transição da reforma tributária já começou, e ela é longa: vai até 2033. Para a transportadora, o risco não é a data final, e sim deixar de tomar decisões no meio do caminho que mexem com crédito, preço de frete e caixa.
Por que olhar isso agora
Durante a transição, tributos antigos e novos convivem. Quem entende o cronograma consegue aproveitar crédito, ajustar contrato e precificar o frete com antecedência. Quem deixa para depois corre atrás com a apuração já fechada.
A linha do tempo, ano a ano
- 2025 Ano de mapeamento. Entender a exposição da empresa, revisar contratos de frete e começar a preparar o sistema para os novos campos.
- 2026 Fase de teste da CBS (0,9%) e do IBS (0,1%), com valores compensáveis. É a hora de validar a emissão dos novos grupos no CT-e sem impacto real de caixa.
- 2027 CBS em alíquota cheia e fim de PIS/Cofins. Entra o Imposto Seletivo. Momento de revisar a precificação do frete.
- 2029 a 2032 Convivência: o IBS sobe gradualmente enquanto ICMS e ISS caem. Acompanhamento de alíquotas por estado e município.
- 2033 Modelo pleno. ICMS e ISS extintos. Apenas IBS e CBS sobre o serviço de transporte.
Checklist da transportadora
- Manter o sistema de emissão atualizado para cada nota técnica da SEFAZ.
- Revisar o cadastro de tributação de clientes, rotas e tipos de operação.
- Mapear créditos de insumos: combustível, manutenção, pneus e pedágio.
- Recalcular a formação de preço do frete a cada mudança de alíquota.
- Alinhar contabilidade e operação para não perder crédito na virada.
Quatro décadas atravessando mudança fiscal.
A A3Soft acompanha o cronograma da reforma e prepara a emissão da sua transportadora fase a fase.
Falar com a A3SoftConteúdo informativo, não substitui a orientação da sua contabilidade. Datas e alíquotas seguem a Emenda Constitucional 132/2023 e a legislação complementar, podendo ser ajustadas.
